Para você, que se tornou especial de um jeito que eu nunca imaginei.
Tudo começou numa mensagem simples, daquelas que a
gente abre sem grandes expectativas, no meio de uma noite qualquer. Eu estava
cansado do dia, rolando a tela quase por inércia, quando o seu nome apareceu.
A conversa foi leve no começo – um “oi”, uma pergunta
boba, um riso digitado. Mas, sem eu perceber, você foi entrando. De
repente, a tela deixou de ser só uma tela. Suas palavras tinham peso, tom,
presença. E a minha vida, que andava meio cinza, ganhou uma cor nova, mais
quente, mais viva.
Hoje, você está presente de um jeito quase físico.
Quando o dia pesa, eu coloco aquelas músicas que você me mandou – as mesmas que
tocavam enquanto a gente conversava até tarde, teclando sem pressa, contando
histórias, rindo de besteiras, compartilhando silêncios que também diziam muita
coisa.
Cada nota me leva de volta àqueles momentos: o
brilho da tela no escuro, o coração acelerando quando a notificação chegava, a
sensação gostosa de não estar sozinho.
Você me ensinou que sentimento virtual não é menos
sentimento. Pode ser tão verdadeiro quanto um abraço, tão real quanto o olhar
de quem está do outro lado. Às vezes, no meio da correria, me pego querendo te
escrever só para dizer que sinto sua falta.
Não a falta grandiosa, dramática… a falta simples,
cotidiana. Aquela de não encontrar sua mensagem no meio da tarde, de não saber
como foi o seu dia, de não ouvir sua voz (mesmo que seja só pelas palavras)
quando tudo parece um pouco demais.
Você já faz parte do meu mundo real. Não como uma
presença distante ou passageira, mas como alguém que ocupa espaço de verdade –
nos pensamentos, nas playlists, nas pequenas esperanças que nutro sem nem
perceber.
E eu quero que continue assim. Não por obrigação,
nem por romantismo exagerado… só porque, de um jeito quieto e sincero, você é
realmente muito especial.
Obrigado por aparecer. Obrigado por ficar.










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