Asa Bopp Farr Butterfield, cujo nome completo
é Asa Maxwell Thornton Farr Butterfield - sendo “Bopp” uma referência ao cometa
Hale-Bopp - nasceu em 1º de abril de 1997, em Islington, Londres.
Filho da psicóloga Jacqueline Farr e do
publicitário Sam Butterfield, ele iniciou sua trajetória artística ainda na
infância e, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos atores britânicos mais
consistentes de sua geração, destacando-se pela transição bem-sucedida de
papéis infantis para personagens mais complexos e maduros.
Butterfield ganhou projeção internacional
muito cedo, aos 10 anos, ao interpretar Bruno no filme O Menino do Pijama
Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008), dirigido por Mark Herman e
baseado no romance homônimo de John Boyne.
Sua atuação como o filho inocente de um
comandante nazista - que desenvolve uma amizade proibida com um menino judeu do
outro lado da cerca de um campo de concentração - foi amplamente elogiada pela
sensibilidade e naturalidade.
O desempenho lhe rendeu indicações ao British
Independent Film Award e ao London Film Critics’ Circle Award como Jovem Ator
Britânico do Ano. Em 2011, Butterfield protagonizou Hugo (Hugo Cabret),
dirigido por Martin Scorsese, no papel do jovem órfão que vive escondido em uma
estação de trem parisiense.
O filme foi um marco em sua carreira, rendendo-lhe
o Young Hollywood Award de Melhor Performance Masculina, além de indicações ao Critics’
Choice Movie Award de Melhor Jovem Ator e ao Empire Award de Melhor Estreante
Masculino.
Na década seguinte, ele consolidou sua
versatilidade em produções variadas, como Ender’s Game (2013), no papel de Ender
Wiggin; X+Y (2014), também conhecido como A Brilliant Young Mind, interpretando
o matemático prodígio Nathan Ellis, atuação que lhe garantiu nova indicação ao British
Independent Film Award de Melhor Ator; Miss Peregrine’s Home for Peculiar
Children (2016), dirigido por Tim Burton; e The Space Between Us (2017).
Entre 2019 e 2023, Asa Butterfield alcançou
um novo patamar de reconhecimento ao interpretar Otis Milburn, protagonista da
série de comédia dramática Sex Education, da Netflix.
O personagem - um adolescente socialmente
inseguro que passa a administrar uma “clínica de aconselhamento sexual” na
escola, inspirando-se no trabalho da mãe terapeuta - tornou-se um dos mais
emblemáticos da televisão recente. A série foi um fenômeno global, elogiada por
sua abordagem sensível e inclusiva sobre sexualidade, amadurecimento e
identidade, além de lançar coestrelas como Ncuti Gatwa e Emma Mackey.
Mais recentemente, em 2025, Butterfield
estreou nos palcos com a peça Second Best, um monólogo de aproximadamente 90
minutos apresentado no Riverside Studios, em Londres, entre janeiro e
fevereiro, com extensão da temporada devido à boa recepção.
Adaptada do romance de David Foenkinos, a
obra narra a história de um ator que quase foi escolhido para interpretar Harry
Potter, explorando temas como frustração, rejeição e os caminhos alternativos
da vida - os famosos “e se?”.
No mesmo ano, ele dublou o protagonista do
filme de animação Stitch Head (2025) e tem projetos futuros anunciados,
incluindo o thriller psicológico Out of the Dust, da Netflix, e o longa de
animação sci-fi Rogue Trooper.
Além da atuação, Butterfield ministra master
classes anuais de interpretação desde 2017 e é conhecido por seu interesse em games,
música e tecnologia, áreas nas quais costuma se envolver de forma ativa e
criativa.
Início da carreira
Asa Butterfield começou a atuar aos sete anos,
no Young Actors Theatre Islington. Seus primeiros trabalhos foram pequenos, mas
significativos, incluindo a produção televisiva After Thomas (2006), o filme Son
of Rambow (2007) e um episódio da série Ashes to Ashes (2008), no qual
interpretou o personagem Donny.
O grande ponto de virada veio em 2008, quando
participou de um processo de audição rigoroso para O Menino do Pijama Listrado.
Foram cerca de dez testes, e apenas após o sexto ele começou a acreditar que
poderia conquistar o papel.
O produtor David Heyman e o diretor Mark Herman
buscavam uma criança capaz de transmitir uma inocência genuína e não ensaiada.
Durante as audições, os candidatos foram questionados sobre o que sabiam a
respeito do Holocausto; Butterfield demonstrou saber muito pouco - algo que foi
deliberadamente mantido durante as filmagens para preservar a pureza emocional
do personagem Bruno.
As cenas finais, de forte impacto dramático,
foram gravadas apenas no encerramento da produção, permitindo que os jovens
atores se preparassem emocionalmente.
Ambientado na Segunda Guerra Mundial, o filme
aborda a amizade improvável entre Bruno, filho de um oficial nazista, e Shmuel,
um menino judeu prisioneiro do campo de concentração.
Embora amplamente elogiado pelas atuações e
pela carga emocional, o longa também gerou debates, sendo criticado por alguns
historiadores por sua abordagem ficcional e por simplificações do contexto do
Holocausto.
Ainda assim, a obra é frequentemente
reconhecida como uma porta de entrada acessível para o tema, especialmente para
públicos mais jovens.
Jack Scanlon
Jack Charles Scanlon, nascido em 6 de agosto
de 1998, em Canterbury, Kent, Inglaterra, é um ex-ator infantil conhecido
principalmente por interpretar Shmuel em O Menino do Pijama Listrado (2008).
Criado na cidade de Deal, Scanlon viveu com
os pais e o irmão mais novo e estudou na Sir Roger Manwood’s School, antes de
cursar Música Comercial na Bath Spa University.
Ele foi selecionado para o papel de Shmuel
por meio de seu clube local de teatro. O diretor Mark Herman reduziu a escolha
final a três candidatos e testou cada um ao lado de Asa Butterfield.
A química entre os dois jovens atores foi
decisiva, levando Herman a comentar que “Jack e Asa se complementaram muito
bem”, algo essencial para a credibilidade emocional do filme.
Embora O Menino do Pijama Listrado tenha sido
sua estreia no cinema, Scanlon já havia atuado no curta-metragem The Eye of the
Butterfly e em um episódio de The Peter Serafinowicz Show (2007).
Posteriormente, interpretou o irmão mais novo do protagonista na minissérie
infantil Runaway (2009), da BBC.
Após esses trabalhos, Jack Scanlon optou por
se afastar da atuação, concentrando-se nos estudos e na vida pessoal. Desde
então, não há registros de projetos recentes no cinema ou na televisão,
mantendo-se distante dos holofotes que marcaram sua infância.









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