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sexta-feira, agosto 14, 2026

Vínculos



Quando Eu Não Puder Mais Ir Até Você

No dia em que eu não puder mais ir até você, não se esqueça de vir a mim. Se um dia eu não puder lembrar quem você é, lembre-se de mim. Se minha memória se perder entre lembranças antigas e o presente se tornar confuso, não pense que o amor também se perdeu. Há sentimentos que não dependem da memória para existir.

Se um dia eu não puder pronunciar seu nome, procure-o no silêncio dos meus olhos. Se eu já não conseguir reconhecer seu rosto, talvez minha alma ainda reconheça a presença de quem um dia foi tão importante para mim.

E se chegar o dia em que eu não puder mais expressar o orgulho, a gratidão e o amor que sinto por você, apenas sinta. Sinta que, em algum lugar dentro de mim, tudo isso continua vivo. Porque o amor verdadeiro não desaparece simplesmente porque as palavras se calam.

Talvez eu não consiga mais contar as histórias que vivemos, lembrar dos momentos que compartilhamos ou dizer o quanto sua presença foi importante em minha caminhada. Mas você continuará fazendo parte daquilo que fui, daquilo que vivi e, sobretudo, daquilo que amei.

Por isso, quando eu não puder mais caminhar até você, caminhe até mim. Quando minhas mãos não puderem mais procurar as suas, ofereça-me a sua. Quando minhas palavras desaparecerem, converse comigo mesmo assim.

Talvez eu não consiga responder, mas sua voz poderá alcançar lugares dentro de mim que nenhuma palavra consegue explicar. Não tenha medo do silêncio. Às vezes, ele também é uma forma de comunicação.

Um olhar, um toque, um sorriso ou simplesmente a presença de alguém querido podem dizer aquilo que a memória já não consegue dizer. Você continua – e sempre continuará – sendo uma parte importante da minha vida.

E quando tudo parecer perdido, lembre-se: algumas pessoas permanecem em nós de uma maneira que o tempo, a distância e até o esquecimento não conseguem apagar.

Porque há amores que a memória pode esquecer, mas o coração jamais deixa de sentir.

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