Quando Eu Não Puder Mais Ir Até Você
No dia em que eu
não puder mais ir até você, não se esqueça de vir a mim. Se um dia eu não puder
lembrar quem você é, lembre-se de mim. Se minha memória se perder entre
lembranças antigas e o presente se tornar confuso, não pense que o amor também
se perdeu. Há sentimentos que não dependem da memória para existir.
Se um dia eu não
puder pronunciar seu nome, procure-o no silêncio dos meus olhos. Se eu já não
conseguir reconhecer seu rosto, talvez minha alma ainda reconheça a presença de
quem um dia foi tão importante para mim.
E se chegar o
dia em que eu não puder mais expressar o orgulho, a gratidão e o amor que sinto
por você, apenas sinta. Sinta que, em algum lugar dentro de mim, tudo isso
continua vivo. Porque o amor verdadeiro não desaparece simplesmente porque as
palavras se calam.
Talvez eu não
consiga mais contar as histórias que vivemos, lembrar dos momentos que compartilhamos
ou dizer o quanto sua presença foi importante em minha caminhada. Mas você
continuará fazendo parte daquilo que fui, daquilo que vivi e, sobretudo,
daquilo que amei.
Por isso, quando
eu não puder mais caminhar até você, caminhe até mim. Quando minhas mãos não
puderem mais procurar as suas, ofereça-me a sua. Quando minhas palavras
desaparecerem, converse comigo mesmo assim.
Talvez eu não
consiga responder, mas sua voz poderá alcançar lugares dentro de mim que
nenhuma palavra consegue explicar. Não tenha medo do silêncio. Às vezes, ele
também é uma forma de comunicação.
Um olhar, um
toque, um sorriso ou simplesmente a presença de alguém querido podem dizer
aquilo que a memória já não consegue dizer. Você continua – e sempre continuará
– sendo uma parte importante da minha vida.
E quando tudo
parecer perdido, lembre-se: algumas pessoas permanecem em nós de uma maneira
que o tempo, a distância e até o esquecimento não conseguem apagar.
Porque há amores que a memória pode esquecer,
mas o coração jamais deixa de sentir.









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