Regina Maria Dourado, conhecida artisticamente
como Regina Dourado, foi uma talentosa atriz, dançarina e diretora teatral
brasileira. Nascida em 22 de agosto de 1952, na cidade de Irecê, no interior da
Bahia (embora algumas fontes mencionem Salvador como local de nascimento), ela
faleceu em 27 de outubro de 2012, em Salvador, aos 59 anos.
Regina iniciou sua carreira ainda jovem, aos
15 anos, na Companhia Baiana de Comédias, e construiu uma trajetória marcante
no teatro, cinema e, especialmente, na televisão. Ao longo de mais de quatro
décadas, destacou-se por interpretações vibrantes, com carisma e presença
cênica inconfundíveis.
Ela se notabilizou por papéis de mulheres
fortes, sensuais e populares, muitas vezes com traços cômicos ou popularescos,
conquistando o carinho do público brasileiro. Entre suas participações mais
lembradas na TV Globo estão novelas clássicas como:
Pai Herói (1979). Pão Pão, Beijo Beijo
(1983), onde interpretou Lalá Sereno, Roque Santeiro (1985), Felicidade (1991),
Renascer (1993), como a marcante Morena, Tropicaliente (1994), como Serena, Explode
Coração (1995), novela de Glória Perez que trouxe sua maior consagração popular,
O Rei do Gado (1996), como Magú, Anjo Mau (1997), como Alzira, Esperança (2002),
América (2005)
Além das novelas, integrou o elenco de
importantes minisséries, como Lampião e Maria Bonita (1982), onde interpretou a
contestadora Joana Bezerra; O Pagador de Promessas (1988), como Branca da Silva
Assis; e O Sorriso do Lagarto (1992), como Neide.
Sua consagração nacional veio especialmente
em Explode Coração (1995), onde deu vida à inesquecível Lucineide Salgado, ao
lado de Rogério Cardoso (o Salgadinho).
A personagem, com seu jeito extrovertido e
bordão marcante "Stop Salgadinho!" (acompanhado de variações como
"Me poupe, me economize!"), tornou-se um fenômeno popular na época,
rendendo à atriz enorme simpatia do público e fixando-a na memória coletiva
como uma das figuras mais carismáticas das novelas dos anos 1990.
Nos anos 2000, Regina também atuou em
produções do SBT (Seus Olhos, 2004) e da Record, onde fez Bicho do Mato
(2006-2007), interpretando Wanda, mãe de Betinha, e seu último trabalho na
televisão: a novela Caminhos do Coração (2007-2008).
Em 2003, Regina foi diagnosticada com câncer
de mama na mama direita, enfrentando cirurgias, quimioterapia e radioterapia.
Ela lutou bravamente contra a doença por quase uma década, mas cerca de sete
anos depois o câncer comprometeu também o seio esquerdo.
Em entrevistas posteriores, seu irmão Oscar
Dourado revelou que, em certa fase, ela optou por interromper tratamentos mais
agressivos, o que, segundo ele, acabou "abreviando a vida".
A atriz manteve a doença em sigilo por um
tempo, inclusive da família próxima. No dia 20 de outubro de 2012, Regina foi
internada no Hospital Português, em Salvador, devido a complicações graves
decorrentes da doença.
A metástase havia atingido a medula óssea,
levando a um quadro terminal e irreversível. Mantida sedada em um quarto da
instituição, ela sofreu uma parada cardíaca e faleceu na manhã de 27 de outubro
de 2012.
Regina Dourado deixou um legado de talento,
alegria e representatividade, especialmente para atrizes baianas e para papéis
que misturavam sensualidade, humor e força popular.
Sua partida foi lamentada por colegas, fãs e
pela imprensa, que a recordam como uma artista exuberante e inesquecível da
televisão brasileira.






















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