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Todas as pessoas desejam, de alguma forma,
deixar vestígios para a posteridade. Um sinal mínimo de que passaram por aqui.
Uma marca, ainda que discreta, que resista ao esquecimento.
Há muito se
repete a velha história do livro, do filho e da árvore, o trio simbólico que,
supostamente, nos garantiria uma espécie de imortalidade. Escreva um livro,
plante uma árvore, tenha um filho.
Como se essas três ações fossem suficientes
para driblar o tempo e assegurar permanência num mundo que insiste em apagar
tudo. Mas filhos crescem e se perdem no mundo, seguindo caminhos que já não nos
pertencem.
Árvores são cortadas, queimadas ou tombam
silenciosamente com o avanço dos anos. Livros, mesmo os mais bem-intencionados,
acabam esquecidos em prateleiras empoeiradas ou mofam em sebos, aguardando
leitores que talvez nunca cheguem.
O tempo é
implacável com as obras humanas. Ele corrói a matéria, dissolve os nomes e
transforma feitos grandiosos em notas de rodapé. Nada do que é físico parece
realmente preparado para durar.
Talvez, então, a
verdadeira permanência não esteja nas coisas que deixamos, mas nas pessoas que
tocamos. A única forma de imortalidade que resiste, de fato, é a memória
guardada por aqueles que nos amaram. Um gesto lembrado, uma palavra que ficou,
um afeto que se recusa a desaparecer.
Enquanto alguém
se lembrar de nós com ternura, seguimos existindo, não nos livros, nem nas
árvores, nem nos sobrenomes herdados, mas no território frágil e poderoso da
lembrança. E talvez seja ali, nesse espaço invisível e humano, que a eternidade
encontre seu único abrigo.
Quem assistiu à novela Roque Santeiro,
exibida pela Rede Globo entre 24 de junho de 1985 e 22 de fevereiro de 1986,
certamente se lembra de Terêncio Apolinário,
o fiel e temido capataz do “coronel” Sinhozinho Malta, magistralmente
interpretado por Lima Duarte.
O personagem, marcado por obediência cega,
rigidez moral e presença constante, ganhou força dramática graças à atuação
segura e expressiva de Waldyr Sant’anna,
que soube imprimir humanidade e tensão a um papel secundário, mas fundamental
na engrenagem da trama.
Para muitos,
esse foi o melhor papel de sua carreira na televisão. Ainda assim, Waldyr
Sant’anna construiu uma trajetória muito mais ampla e diversa, consolidando-se
como um artista completo, tanto diante das câmeras quanto atrás dos microfones.
Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1936,
Waldyr iniciou sua carreira artística em São Paulo, em 1956,
como disc
jockey na Rádio Excelsior.
Posteriormente, trabalhou também na Rádio Nacional de São
Paulo, onde desenvolveu sua voz marcante, dicção precisa e
sensibilidade interpretativa, qualidades que mais tarde o tornariam um dos
grandes nomes da dublagem brasileira.
Na televisão,
participou de diversas telenovelas de sucesso, entre elas Água Viva,
Rosa
Baiana, Sol de Verão, Guerra dos Sexos, O
Salvador da Pátria e Suave Veneno. Em Roque
Santeiro, de Dias Gomes,
eternizou o personagem Terêncio, o jagunço leal e silencioso de Sinhozinho
Malta, figura emblemática da teledramaturgia nacional.
Também integrou
o elenco de Baila
Comigo, interpretando Jandir;
da minissérie Sex
Appeal, como Jonas;
e da novela Corpo
a Corpo, no papel de Agildo.
Já em 2007, fez uma participação especial em Sete Pecados, vivendo um juiz
de boxe, demonstrando, mais uma vez, sua versatilidade artística.
Paralelamente à
carreira como ator, Waldyr Sant’anna tornou-se um dos
mais reconhecidos dubladores do Brasil. Seu trabalho mais
famoso foi dar voz a Homer Simpson,
no desenho Os
Simpsons, personagem com o qual ficou profundamente associado pelo
público.
Também dublou Eddie
Murphy em diversos filmes, além de emprestar sua voz a inúmeros
personagens do cinema e da televisão. Na Globo, participou ainda de vários
programas e seriados, como Linha Direta, o seriado Mulher
e o infantojuvenil Sítio do Picapau Amarelo, durante a década de
1980, onde deu voz ao personagem Vidro Azul.
Realizou também narrações no seriado Juba e
Lula, reforçando sua presença constante na programação da emissora.
Em reconhecimento à sua contribuição para a dublagem brasileira, foi
homenageado em 2006 no Prêmio Yamato de Dublagem, conhecido
como o “Oscar da Dublagem”, ao lado dos dubladores Peterson
Adriano e Selma Lopes,
um tributo à excelência e longevidade de sua carreira.
Waldyr Sant’anna faleceu
em 21 de abril de 2018. À época, surgiram especulações sobre problemas relacionados ao álcool,
mas tais informações foram prontamente desmentidas por seus familiares.
Sabe-se que, em 2012,
o ator havia enfrentado problemas cardíacos e passado por procedimentos
clínicos, o que fragilizou sua saúde nos anos seguintes. Seu legado permanece
vivo na memória afetiva do público brasileiro.
Seja no rosto severo de Terêncio Apolinário,
seja na voz inconfundível de Homer Simpson, Waldyr Sant’anna deixou uma marca
definitiva na história da televisão e da dublagem no Brasil, um artista
discreto, consistente e profundamente talentoso.
O ABBA é
um dos grupos mais emblemáticos da história da música pop mundial. Formado em
Estocolmo, na Suécia, em 1972, o quarteto era composto por Agnetha Fältskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson
e Anni-Frid Lyngstad (Frida).
O nome da banda surgiu de forma simples e
direta: um acrônimo criado a partir das iniciais do primeiro nome de cada
integrante, solução que acabou se tornando uma das marcas mais reconhecíveis da
música popular.
A trajetória do
grupo mudou definitivamente em 1974,
quando o ABBA venceu o Eurovision Song Contest
com a canção Waterloo,
no The Dome, em Brighton, no Reino Unido.
A vitória não apenas garantiu à Suécia seu
primeiro triunfo no concurso, como também projetou o grupo para o cenário
internacional. Até hoje, o ABBA é considerado o participante mais bem-sucedido
da história do Eurovision.
A partir desse
momento, o quarteto passou a dominar as paradas musicais mundiais,
especialmente entre 1974 e 1982.
Suas canções eram marcadas por melodias cativantes,
refrões memoráveis e letras aparentemente
simples, mas emocionalmente eficazes.
O som característico do ABBA se destacava
pela harmonia impecável das vozes femininas e pela produção sofisticada,
fortemente influenciada pela técnica conhecida como wall of sound,
popularizada pelo produtor Phil Spector, embora adaptada ao estilo pop europeu
do grupo.
Paralelamente ao
sucesso artístico, a vida pessoal dos integrantes também ganhava destaque. Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog se casaram
pouco antes da consolidação do quarteto, enquanto Benny
Andersson e Frida oficializaram sua união em 1978.
Durante anos, os quatro conciliaram a intensa
agenda de gravações, turnês e aparições públicas com a formação de suas
famílias, algo pouco comum para bandas pop daquele período.
O impacto comercial
das gravações foi extraordinário. O ABBA tornou-se um dos maiores nomes da
indústria fonográfica, figurando entre os artistas mais lucrativos da história
e consolidando-se como um dos principais sucessos do catálogo da Universal Music Group. Na década de 1970,
foi a banda que mais vendeu discos em diversos mercados.
Outro feito
notável foi o fato de o ABBA se tornar o primeiro grupo pop
europeu a alcançar enorme sucesso em países de língua inglesa
fora da Europa, como Austrália, Nova
Zelândia, África do Sul, Canadá e, ainda que em menor escala,
os Estados Unidos - um território
tradicionalmente resistente a artistas não anglófonos.
Entretanto, no
auge da fama, os dois casamentos do grupo chegaram ao fim. As separações afetaram
profundamente a dinâmica interna e passaram a se refletir diretamente nas
letras, que se tornaram mais intimistas,
melancólicas e maduras, abordando temas como perda, solidão e
desilusão amorosa.
Essa mudança marcou uma nova fase musical,
artisticamente mais complexa, mas comercialmente menos explosiva. Com o tempo,
o grupo entrou em um declínio gradual de
popularidade, o que levou à decisão de encerrar as atividades.
Em dezembro de 1982, ocorreu a última aparição
pública do quarteto, marcando oficialmente o fim do ABBA como grupo ativo.
Apesar disso, o
legado jamais desapareceu. Na década de 1990, o
lançamento de álbuns de compilação reacendeu o interesse do público e
apresentou a música do ABBA a novas gerações, levando novamente o grupo ao topo
das paradas internacionais.
As vendas globais de seus álbuns são
estimadas em cerca de 500 milhões de cópias,
consolidando o ABBA como um dos artistas mais bem-sucedidos de todos os tempos.
As canções do
grupo foram reinterpretadas por inúmeros artistas ao redor do mundo e serviram
de base para o musical Mamma Mia!,
que se tornou um fenômeno nos palcos e no cinema.
Ícone cultural na Suécia e referência
fundamental na expansão do europop,
o ABBA abriu caminho para diversos outros grupos do gênero e teve sua importância
histórica reconhecida com a entrada no Rock and Roll Hall of
Fame.
Mais do que uma
banda, o ABBA permanece como um símbolo atemporal da música pop, capaz de
atravessar décadas, estilos e gerações sem perder relevância.
Sou biólogo e viajo com frequência pela
savana do meu país. Entre trilhas de terra vermelha, rios sazonais e árvores
que resistem à seca, encontro pessoas que nunca aprenderam a decifrar as letras
impressas nos livros.
Não dominam o alfabeto formal, não reconhecem
palavras em páginas encadernadas. Ainda assim, sabem ler - e leem com precisão
admirável. Eles leem o chão, interpretando pegadas quase invisíveis; leem o
vento, pressentindo mudanças no tempo; leem o silêncio dos animais e o murmúrio
das folhas.
Leem o céu, reconhecendo sinais de chuva, de
estiagem, de perigo e de abundância. Cada gesto, cada pausa, cada olhar carrega
um significado que não se aprende em salas de aula, mas na convivência íntima
com a terra e com o tempo.
Nesse universo
de outros saberes, percebo o quanto minha formação acadêmica, construída entre
laboratórios e livros científicos, é insuficiente. Trago diplomas, conceitos,
métodos e classificações, mas tropeço diante de conhecimentos que não cabem em
gráficos ou artigos.
Sou incapaz de compreender plenamente a
linguagem da savana, a sabedoria transmitida de geração em geração sem jamais
ser escrita.
Ali, onde a vida
se organiza por sinais ancestrais, sou eu quem não sabe ler. Sou eu o
analfabeto, limitado por um tipo de alfabetização que ignora outras formas de
inteligência e de entendimento do mundo.
Aprendo, então, que o verdadeiro saber não se
mede pela quantidade de palavras conhecidas, mas pela capacidade de escutar,
observar e respeitar aquilo que existe fora dos livros.
Essa inversão de
papéis me ensina humildade. Mostra que há múltiplas maneiras de ler a realidade
e que nenhuma delas é superior às outras. Há mundos que se escrevem com letras,
e há mundos que se escrevem com passos, gestos e silêncios. E, muitas vezes,
são esses últimos que dizem mais sobre a vida.
Celebridades e
seus passados improváveis: trabalhos e vidas antes da fama
Quando pensamos em
celebridades, é comum imaginá-las sempre cercadas de glamour, sucesso e
reconhecimento. No entanto, muitas delas trilharam caminhos surpreendentes e,
em alguns casos, extremamente sombrios, antes de alcançarem a fama.
Alguns tiveram empregos comuns,
outros viveram experiências excêntricas, e há aqueles cuja trajetória beira o
inacreditável. Um exemplo marcante é o do ator e ex-lutador australiano Nathan
Jones, cuja história está muito longe de um começo convencional.
No épico Tróia (2004),
Brad Pitt, no papel de Aquiles, enfrenta logo no início do filme um guerreiro
gigante, imponente e aparentemente invencível. O adversário é interpretado por
Nathan Jones, cuja presença física impressiona imediatamente.
Com quase sete pés de altura -
aproximadamente 2,13 metros - e mais de trezentas libras, Jones parecia feito
sob medida para interpretar figuras brutais e ameaçadoras, algo que,
ironicamente, refletia seu passado.
Antes de se tornar ator e
atleta, Nathan Jones era conhecido nos anos 1980 como “o criminoso mais
procurado da Austrália”. Apelidado de “O Colossus of Boggo Road”, em referência
à famosa prisão de Brisbane, ele construiu uma reputação quase lendária.
Relatos da época descrevem sua
força descomunal: Jones arrancava portas de celas das dobradiças e conseguia se
livrar das algemas usando apenas as próprias mãos, tornando-se um verdadeiro
pesadelo para o sistema prisional.
Ainda muito jovem, antes mesmo
de completar vinte anos, Jones já era visto como um “monstro absoluto”, não
apenas pelo porte físico, mas pela audácia e violência de seus crimes.
Foi condenado a 16 anos de
prisão por cometer oito assaltos à mão armada, uma sentença que parecia selar
definitivamente seu destino no mundo do crime. Entretanto, foi justamente na
prisão que ocorreu o ponto de virada.
Durante o encarceramento,
Nathan Jones passou a dedicar-se intensamente ao esporte e ao treinamento
físico, encontrando na disciplina e no esforço diário uma alternativa real ao
ciclo de violência.
O exercício tornou-se não
apenas uma válvula de escape, mas um projeto de vida, uma forma concreta de
imaginar um futuro fora do crime. Após conquistar a liberdade, Jones começou a lutar
profissionalmente por dinheiro, utilizando sua força e tamanho de maneira
legítima.
Esse caminho o levou ao wrestling
profissional, onde ganhou notoriedade internacional, incluindo uma passagem
pela WWE entre 2002 e 2003. Paralelamente, seu físico imponente abriu portas no
cinema, especialmente para papéis de vilões, guerreiros e figuras
intimidadoras.
Com o tempo, o antigo
criminoso transformou-se em atleta, ator e homem de família. Jones casou-se,
teve um filho e passou a viver como um cidadão cumpridor da lei, distante do
passado que um dia o definiu.
A transição é tão radical
quanto simbólica: de um dos ladrões de banco mais temidos e procurados de seu
país para um profissional respeitado no entretenimento e no esporte.
Essa trajetória singular faz
da história de Nathan Jones uma espécie de narrativa moderna de redenção, um
exemplo extremo de como escolhas, circunstâncias e oportunidades podem
redefinir completamente uma vida.
Mais do que um caso curioso
entre celebridades, sua história lembra que a fama, em alguns casos, nasce não
apenas do talento, mas da capacidade de reconstrução pessoal.
Nathan Darren Jones, nascido
em 21 de janeiro de 1970, permanece como um dos exemplos mais surpreendentes de
transformação radical antes da fama, alguém cujo passado sombrio contrasta de
forma quase cinematográfica com a imagem que hoje o público conhece.
Faltavam poucos dias para o casamento de Adolfo, e a ansiedade típica dos momentos
que antecedem uma grande mudança já rondava seus pensamentos. Em uma tarde
aparentemente comum, enquanto conversava na sala, sentado no sofá, foi
surpreendido por uma situação completamente inesperada.
A mãe de sua
noiva, Sônia, uma mulher de pouco mais de quarenta
anos, elegante e segura de si, respirou fundo e, com certo constrangimento,
iniciou uma conversa delicada:
- Adolfo, quero
que você saiba que sempre te considerei um homem muito atraente - hesitou por
um instante. - Estou até sem graça de continuar.
Sem imaginar o
rumo que aquilo tomaria, ele respondeu, tentando manter a cordialidade:
- Pode falar,
dona Sônia. Fique à vontade.
Ela então foi
direta, sem rodeios, deixando-o completamente atônito:
- Antes de você
se casar, eu gostaria de ficar com você.
Adolfo ficou
imóvel, boquiaberto, tentando processar o que acabara de ouvir. Sônia,
percebendo o choque, levantou-se e concluiu com frieza calculada:
- Vou para o
quarto. Se quiser ir embora, você sabe onde fica a porta. Se decidir me
acompanhar, estarei lá.
Ela saiu,
deixando no ar um silêncio pesado. Adolfo permaneceu parado por um breve
segundo, tempo suficiente para avaliar tudo o que estava em jogo: seu caráter,
seu futuro casamento e os valores que dizia defender.
Sem hesitar
mais, levantou-se, caminhou rapidamente até a porta e saiu da casa. Ao se
aproximar do carro, encontrou alguém inesperado: seu
sogro, encostado calmamente no veículo, com um sorriso
satisfeito no rosto.
- Parabéns,
Adolfo - disse ele. - Queríamos ter certeza de que você era um homem fiel,
honesto e leal à minha filha. E você passou no teste.
Nesse momento,
Sônia também apareceu, agora com um semblante aliviado, e cumprimentou o futuro
genro, como quem encerra um experimento bem-sucedido.
A tensão se
dissipou, dando lugar a um misto de alívio e aprendizado.
Moral da história:
Em certas situações da vida, é melhor estar
preparado para o inesperado - e, sobretudo, manter os valores no lugar certo,
mesmo quando a tentação bate à porta.
É bem melhor carregar as camisinhas no carro
do que no bolso.
Francisco Silva Sousa Pesquisador de História Geral, Contador, Escritor e Cronista. Natural de Itaitinga, no Ceará, é autor de três livros publicados individualmente e participou de diversas antologias e coletâneas literárias no Brasil