Propaganda

This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

domingo, junho 14, 2026

Os Sumas e seus botoques


 

Os Surmas, também conhecidos como Suri, formam um povo tradicional que vive em uma região remota do sudoeste da Etiópia, especialmente no Vale do Omo, uma área marcada por grande diversidade étnica e cultural.

Durante décadas, esse grupo manteve pouco contato com o mundo exterior, preservando costumes ancestrais e um modo de vida fortemente ligado às tradições tribais.

Por muitos anos, os Surmas viveram relativamente isolados. O contato com estrangeiros foi raro e limitado, ocorrendo principalmente em missões humanitárias e campanhas de saúde.

Um dos últimos registros significativos da presença ocidental na região aconteceu durante campanhas de vacinação contra a poliomielite realizadas na década de 1970.

Apesar do isolamento, algumas mudanças chegaram até a comunidade ao longo do tempo. Entre elas está a adoção do fuzil Kalashnikov, utilizado na defesa de seus territórios em conflitos com grupos rivais da região fronteiriça entre Etiópia e Uganda.

Esses confrontos estão geralmente relacionados à disputa por terras, água e rebanhos, elementos fundamentais para a sobrevivência das populações locais.

Cultura e Tradições

Os Surmas são conhecidos mundialmente por suas tradições culturais, especialmente pelo uso dos discos labiais, chamados popularmente de botoques. O costume é praticado principalmente pelas mulheres e representa um importante símbolo de identidade, beleza e status social.

Ainda jovens, muitas meninas iniciam um processo ritualístico de modificação corporal. Em determinadas fases da adolescência, parte dos dentes inferiores é removida e o lábio inferior é perfurado para receber pequenos discos de argila ou madeira. Com o passar do tempo, esses adornos podem ser substituídos por peças maiores, algumas chegando a medir até 40 centímetros de diâmetro.

Na tradição Surma, o tamanho do disco pode estar associado ao prestígio da mulher e à valorização no casamento, influenciando inclusive o valor do dote oferecido pela família do noivo.

Contudo, além do aspecto matrimonial, o adorno possui profundo significado cultural e simbólico, representando pertencimento, identidade e continuidade das tradições ancestrais.



O significado do botoque

O botoque — também chamado de batoque — é um ornamento circular introduzido em partes do corpo como lábios, orelhas ou narinas. Seu uso é encontrado em diferentes povos indígenas da África e das Américas.

No Brasil, o artefato era originalmente conhecido pelos indígenas como “metara”. O termo “botoque” foi criado pelos portugueses durante o período colonial, devido à semelhança do adorno com as rolhas utilizadas para vedar barris e tonéis.

Embora muitas vezes seja confundido com o tembetá, outro tipo de adorno corporal indígena, existe uma diferença entre ambos: o botoque possui formato circular, enquanto o tembetá apresenta uma forma mais alongada.

Entre diversos povos indígenas brasileiros, o botoque também carrega significados sociais e espirituais importantes. Em algumas culturas, ele está relacionado à oratória, liderança e prestígio na comunidade.

Os maiores adornos costumam ser utilizados por chefes e grandes oradores, como ocorreu com o conhecido líder indígena Raoni, do povo Kayapó.

Mais do que simples adornos corporais, os botoques representam marcas culturais profundas, transmitidas ao longo de gerações. Eles revelam diferentes formas de compreender a beleza, a identidade e o pertencimento, demonstrando como cada povo constrói sua própria relação com o corpo e a tradição.


Mila Moreira: elegância, talento e pioneirismo na televisão brasileira


 Mila Moreira: elegância, talento e pioneirismo na televisão brasileira.

Mila Moreira, nome artístico de Marilda Alves Moreira da Silva, nasceu em São Paulo no dia 18 de maio de 1946. Foi atriz, escritora, jornalista, empresária e uma das modelos mais importantes da história da moda brasileira, tornando-se também um rosto marcante da televisão nacional.

Dona de uma elegância sofisticada e de uma presença marcante, Mila ajudou a transformar o universo das passarelas no Brasil e abriu caminhos para que modelos conquistassem espaço como atrizes em novelas e produções televisivas.

Início da vida e carreira

Mila Moreira nasceu e cresceu na capital paulista, nas proximidades da Estação da Luz. Filha de imigrantes portugueses, teve uma infância simples. Seu pai, conhecido como Sr. Moreira, era proprietário de um pequeno hotel voltado para mascates e viajantes, enquanto sua mãe, Dona Ilda, dedicava-se aos cuidados da casa e da família.

Desde cedo, Mila demonstrava personalidade forte e um gosto refinado pela arte e pela estética. Ela não apreciava o nome Marilda e decidiu adotar o nome “Mila”, inspirado no romance Mila 18, do escritor Leon Uris.

Ainda jovem, começou a chamar atenção pela beleza e postura elegante. Em 1960, foi coroada “Miss Luzes da Cidade” e recebeu como prêmio uma viagem para Nova York — experiência que ampliou seus horizontes culturais e profissionais.

No início da década de 1960, Mila ingressou no universo da moda e participou da tradicional Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), desfilando para a Rhodia Têxtil, uma das maiores vitrines da moda brasileira na época. As modelos eram chamadas de “manequins” ou “demonstradoras”, e Mila rapidamente se destacou entre elas.

Sob a coreografia de Ismael Guiser, dividiu passarelas com nomes famosos como Ully e Mailu. Também participou de desfiles no tradicional magazine paulistano Mappin, apresentando as coleções mais modernas da Rhodia.

O grupo ajudou a revolucionar a moda nacional em uma época em que o setor ainda dava seus primeiros passos rumo à profissionalização. Mila permaneceu ligada à Rhodia até 1970. Posteriormente, ao lado da modelo Ully, fundou uma escola para manequins no Rio de Janeiro, contribuindo para a formação de novas profissionais do ramo.

Da moda para a televisão

Após viver um relacionamento com um empresário americano em Chicago, Mila retornou ao Brasil em 1979, decidida a recomeçar a vida profissional. Por intermédio de Cassiano Gabus Mendes — que era ligado à família do ator Luís Gustavo, ex-marido de Mila — conseguiu um emprego como produtora na Rede Bandeirante.

Naquele mesmo ano, aconteceu um episódio que mudaria sua trajetória. Conhecida nacionalmente como a elegante manequim da Rhodia “com furinho no queixo”, Mila foi chamada de última hora para substituir um jurado no programa de Chacrinha.

Sua desenvoltura diante das câmeras chamou a atenção de Cassiano Gabus Mendes, que a convidou para atuar na novela Marron Glacé, da TV Globo.

A partir daí, Mila Moreira tornou-se presença frequente nas novelas brasileiras, especialmente nas produções escritas por Cassiano Gabus Mendes. Seu estilo sofisticado fez dela uma intérprete quase sempre associada a mulheres elegantes, modernas e independentes.

Ao longo da carreira, participou de diversas novelas de sucesso, consolidando-se como uma atriz respeitada pelo público e pela crítica. Além da televisão, também trabalhou como escritora, jornalista e empresária.

Pouca gente sabe, mas Mila era formada em Psicologia, demonstrando interesse por diferentes áreas do conhecimento e pela compreensão do comportamento humano.

Vida pessoal

Ao longo da vida, Mila viveu relacionamentos marcantes e sempre afirmou manter amizade e respeito por seus ex-companheiros. Foi casada com o ator Luís Gustavo entre 1971 e 1973; posteriormente, com um engenheiro paulista; depois, com o designer austríaco Hans Donner, responsável por revolucionar a identidade visual da TV Globo; e mais tarde com João Carlos Balaguer, pai da atriz e modelo Joana Balaguer.

Também teve relacionamentos com nomes conhecidos como o produtor musical Ronaldo Bôscoli, o ator Gracindo Júnior e o ator Eduardo Conde.

Mila optou por não ter filhos. Em entrevistas, explicou que sua intensa rotina profissional, marcada por viagens e compromissos constantes, não lhe proporcionava a estabilidade emocional e financeira que considerava necessária para a maternidade.

Morte e legado

Mila Moreira faleceu na madrugada de 6 de dezembro de 2021, aos 75 anos, no Hospital CopaStar, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A causa da morte foi uma parada cardíaca.

Sua partida gerou grande comoção entre colegas de profissão, fãs e admiradores. Mila deixou um importante legado para a televisão, para a moda e para a representação da mulher sofisticada e independente na cultura brasileira.

Mais do que beleza e elegância, Mila Moreira será lembrada pela inteligência, pela personalidade forte e pela capacidade de reinventar-se ao longo da vida, transitando com naturalidade entre as passarelas, os estúdios de televisão e o universo cultural brasileiro.