Você vai morrer.
Talvez não hoje, nem amanhã. Talvez ainda faltem muitos anos. Mas haverá um dia
em que você não estará mais aqui. E, nesse dia, alguém estará rindo. Alguém
estará chorando. Uma criança estará nascendo, enquanto outra pessoa estará
dando seu último suspiro.
Haverá gente
comemorando uma conquista, alguém reclamando do trânsito, outro preocupado com
uma conta para pagar e muitos simplesmente seguindo a rotina de sempre. O sol
vai nascer.
As pessoas vão
sair de casa. Os ônibus continuarão circulando. Os mercados abrirão suas
portas. Alguém publicará uma fotografia nas redes sociais. Alguém se
apaixonará. Alguém terminará um relacionamento. Alguém fará planos sem imaginar que talvez não tenha tanto tempo quanto pensa.
E o mundo
continuará girando. Talvez algumas pessoas sintam sua falta. Algumas lembrarão
do seu rosto, da sua voz, das suas histórias e até das coisas que você dizia.
Outras, com o passar dos anos, esquecerão seu nome.
É assim que a
vida funciona. A memória humana também tem seus limites. Por isso, não
desperdice sua existência tentando agradar a todos. Não passe a vida inteira
acumulando coisas que você não poderá levar.
Não adie
indefinidamente aquele abraço, aquela conversa, aquele pedido de desculpas ou
aquele sonho que continua esperando por você. Não viva como se tivesse recebido
uma promessa de eternidade. Você não recebeu.
A vida não nos
avisa qual será o último dia. Talvez seja justamente por isso que cada manhã
deveria ser recebida como uma oportunidade, e não como uma obrigação. Viva.
Ame enquanto
houver amor para oferecer. Ria sem culpa. Viaje quando puder. Leia os livros
que despertam sua curiosidade. Escreva aquilo que precisa ser dito. Sente-se ao
lado de quem você ama. Perdoe quando o perdão fizer sentido.
Afaste-se de
quem transforma sua vida em sofrimento. E, principalmente, não deixe para
depois tudo aquilo que faz você se sentir verdadeiramente vivo. Porque um dia
você será apenas uma lembrança.
E, quando esse
dia chegar, o mundo não vai parar para lamentar sua ausência. O mundo vai
continuar girando. Então, enquanto você ainda estiver aqui, viva como quem sabe
disso.
Não para viver
com medo da morte, mas para aprender a respeitar a vida. Porque talvez a grande
tragédia não seja morrer. Talvez seja chegar ao fim e perceber que passamos a
maior parte do tempo apenas existindo.









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