Uma sociedade
que começa a enxergar o trabalho como castigo, os direitos como privilégios
automáticos e os deveres como responsabilidades dos outros cria, sem perceber,
o ambiente perfeito para os vendedores de ilusões.
É nesse cenário
que surgem aqueles que prometem tudo, explicam pouco e oferecem soluções fáceis
para problemas complexos. O político oportunista não inventa todas as ilusões
que vende.
Muitas vezes,
ele apenas percebe aquilo que uma parcela da sociedade deseja ouvir – e transforma
desejos em promessas, promessas em esperança e esperança em instrumento de
poder.
O problema não
está apenas em quem mente. Também está em quem prefere acreditar na mentira,
porque ela é mais confortável do que encarar a realidade. Nenhuma sociedade se
sustenta apenas com direitos.
Direitos
precisam caminhar ao lado de deveres, liberdade precisa conviver com
responsabilidade e prosperidade exige trabalho, planejamento e compromisso. Talvez
uma das maiores lições da política seja esta:
Quando
uma sociedade abandona o pensamento crítico, alguém sempre aparece disposto a
pensar por ela. E, quando deixamos de questionar promessas,
podemos acabar entregando nosso futuro justamente a quem melhor soube explorar
nossas ilusões.









0 Comentários:
Postar um comentário