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quinta-feira, janeiro 22, 2026

Gloria Stewart - Rose DeWitt Bukater velha do Titanic


Gloria Frances Stuart, nascida Gloria Stewart, nasceu em Santa Mônica, Califórnia, em 4 de julho de 1910. Foi uma atriz norte-americana de cinema, teatro e televisão, além de artista visual, pintora e ativista política.

Alcançou fama mundial sobretudo por sua interpretação da idosa Rose Dawson Calvert - anteriormente Rose DeWitt Bukater - no épico Titanic (1997), dirigido por James Cameron.

O filme tornou-se um dos maiores sucessos de bilheteria da história do cinema à época, arrecadando mais de US$ 2 bilhões mundialmente e conquistando 11 estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme.

Em 1998, aos 87 anos, Gloria Stuart tornou-se a pessoa mais idosa da história a receber uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Até hoje, ela mantém esse recorde especificamente nessa categoria, embora outros artistas tenham sido indicados em idades semelhantes ou superiores em categorias distintas.

Sua atuação sensível e comovente como a centenária Rose - que relembra o naufrágio do Titanic em 1912 - também lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e a vitória no Screen Actors Guild Award de Melhor Atriz Coadjuvante, em um empate com Kim Basinger por L.A. Confidential.

Curiosamente, Gloria Stuart foi a única integrante do elenco de Titanic que já estava viva na época do desastre real, em 1912. Além disso, viveu exatamente até os 100 anos, a mesma idade aproximada de sua personagem no filme, um detalhe que contribuiu para o simbolismo e a força de sua presença na obra.

Sua carreira teve início nos anos 1930. Após participar de grupos de teatro universitários e produções amadoras - ela estudou na Universidade da Califórnia, em Berkeley -, assinou contrato com os estúdios Universal Pictures em 1932.

Destacou-se especialmente em filmes de terror e suspense dirigidos por James Whale, como The Old Dark House (1932) e The Invisible Man (1933), este último ao lado de Claude Rains. Também atuou em The Kiss Before the Mirror (1933), igualmente sob a direção de Whale.

Pouco depois, transferiu-se para a 20th Century Fox, onde participou de mais de 40 filmes até o final da década de 1930. Embora frequentemente elogiada pela crítica por sua elegância e presença cênica, não alcançou o estrelato absoluto típico de algumas atrizes da Era de Ouro de Hollywood.

Ainda assim, trabalhou com nomes consagrados como Shirley Temple - em Rebecca of Sunnybrook Farm (1938) -, Lionel Barrymore, Kay Francis, Raymond Massey e Paul Lukas, além de aparecer em musicais como Gold Diggers of 1935.

Na década de 1940, atuou em poucos filmes e, desiludida com papéis repetitivos - frequentemente limitados ao estereótipo da “repórter” ou “detetive” -, aposentou-se das telas em 1946 para se dedicar à pintura. Como artista visual, conquistou reconhecimento: suas obras foram expostas em galerias nos Estados Unidos e na Europa.

Também se envolveu com impressão artística de livros e com a arte da jardinagem de bonsais. Paralelamente, Gloria Stuart manteve um forte engajamento político e social ao longo da vida.

Foi uma das fundadoras do Screen Actors Guild (SAG) em 1933 e integrou a Hollywood Anti-Nazi League durante os anos 1930, posicionando-se contra o avanço do fascismo e em defesa dos direitos dos artistas.

Após quase três décadas afastada do cinema, retornou às telas em 1975, no telefilme The Legend of Lizzie Borden. A partir de então, passou a atuar de forma esporádica em produções para a televisão e o cinema, como My Favorite Year (1982).

Nesse período, também enfrentou e superou um câncer de mama, demonstrando mais uma vez sua notável força pessoal. Seu grande renascimento artístico ocorreu com Titanic, em 1997.

Embora tivesse 86 anos na época das filmagens, foi envelhecida com maquiagem para interpretar Rose aos 101 anos. O papel lhe trouxe aclamação crítica, renovou sua visibilidade pública e abriu caminho para trabalhos posteriores, como The Million Dollar Hotel (2000) e Land of Plenty (2004), ambos dirigidos por Wim Wenders.

Gloria Stuart faleceu na noite de 26 de setembro de 2010, em sua residência em Los Angeles, aos 100 anos, em decorrência de falência respiratória. Seu corpo foi cremado.

Ela deixou um legado notável de resiliência, talento multifacetado e longevidade artística, com uma carreira que atravessou mais de sete décadas, tornando-se um símbolo de que o reconhecimento e o sucesso podem chegar em qualquer fase da vida.

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