Seja humilde, pois até o Sol, com toda a sua imensa grandeza e esplendor,
desaparece no horizonte ao fim do dia e cede espaço para que a Lua, mais discreta e serena, possa brilhar no
céu noturno.
Essa alternância
simples e constante da natureza nos oferece uma lição profunda: ninguém é indispensável
o tempo todo. O que parece ser o centro do universo em determinado momento -
irradiando luz, calor e protagonismo - inevitavelmente se recolhe, abrindo
caminho para que outros também revelem sua importância.
Há um ritmo silencioso que governa todas as
coisas, um compasso invisível que distribui luz e sombra com perfeita harmonia.
A humildade não diminui nossa grandeza; ao contrário, torna-a mais nobre.
Ela nos permite reconhecer que o brilho
coletivo sustenta o mundo. Assim como o Sol não disputa espaço com a Lua, nem a
Lua inveja o Sol, cada qual cumpre sua função no tempo certo.
Não há rivalidade no céu, apenas
complementaridade. Um ilumina o trabalho, o outro inspira o descanso. Um aquece
os campos, o outro guia os viajantes na escuridão. Ambos são necessários.
A natureza
inteira confirma essa verdade. As estações se sucedem, as marés sobem e descem,
as árvores florescem e perdem suas folhas. Nada permanece no auge para sempre -
e essa é precisamente a beleza do ciclo.
O que hoje está no topo amanhã pode estar
recolhido, não como sinal de fracasso, mas como parte da ordem natural das
coisas. No auge do sucesso, lembre-se: amanhã será a vez de outro brilhar. E
quando chegar à sua vez de se recolher, faça-o com serenidade. Há dignidade
tanto no aplauso quanto no silêncio.
A verdadeira
sabedoria está em iluminar sem ofuscar, liderar sem esmagar, vencer sem
humilhar. Está em aceitar a noite com a mesma graça com que se recebe o dia,
compreendendo que a alternância não é perda, mas continuidade.
Ser humilde é entender que fazemos parte do ciclo - e que, no grande céu da existência, cada luz tem seu momento exato de brilhar.








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