Propaganda

quarta-feira, agosto 19, 2026

Advogado não mente... Só é criativo.



A inteligência está nas palavras.

Um advogado tinha 12 filhos e precisava deixar a casa onde morava para alugar outra. O problema era que, sempre que procurava um imóvel, encontrava a mesma dificuldade: ninguém queria alugar uma casa para uma família tão grande.

Quando dizia ter 12 filhos, os proprietários logo imaginavam a casa cheia de crianças correndo, brincando e, quem sabe, deixando algumas marcas pelo caminho. Por isso, recusavam o aluguel.

Ele não podia simplesmente dizer que não tinha filhos. Além de ser uma informação falsa, havia uma questão de princípio: afinal, diz a velha piada, advogado não mente – apenas escolhe cuidadosamente as palavras.

O prazo para deixar a antiga casa estava chegando ao fim, e o homem já começava a ficar desesperado. Foi então que teve uma ideia.

Mandou a esposa passear no cemitério com 11 dos filhos. Pegou apenas o filho que havia ficado em casa e saiu para visitar alguns imóveis acompanhado pelo corretor.

Encontrou uma casa de que gostou. O corretor, durante a conversa, perguntou:

– O senhor tem filhos?

Ele respondeu:

– Tenho 12.

O corretor, surpreso, olhou ao redor e perguntou:

– Mas onde estão os outros?

Com um ar profundamente triste, o advogado respondeu:

– Estão no cemitério, com a mãe deles.

Diante daquela resposta, o corretor, naturalmente, não fez mais perguntas. E foi assim que o homem conseguiu alugar a casa sem precisar, tecnicamente, mentir.

A história é uma velha anedota, mas traz uma lição interessante sobre a força das palavras. Nem sempre precisamos esconder a verdade para conseguir o que queremos. Às vezes, basta saber como apresentá-la.

Uma mesma informação pode provocar reações completamente diferentes dependendo da maneira como é dita. É claro que, na vida real, inteligência não deve ser confundida com manipulação.

Escolher bem as palavras é diferente de enganar alguém. A comunicação verdadeira exige também responsabilidade, honestidade e bom senso. No fim das contas, talvez essa seja a grande moral da história:

Nem sempre é preciso mentir. Às vezes, basta pensar antes de falar e escolher as palavras certas. Porque, em muitas situações da vida, a inteligência não está apenas naquilo que dizemos, mas também na maneira como dizemos.

0 Comentários: