A corrupção começa nas pequenas atitudes
Se você fura a fila porque
acredita que seu tempo vale mais do que o dos outros. Se suborna um agente de
trânsito quando é flagrado cometendo uma infração. Se troca seu voto por
favores ou vantagens pessoais.
Se prejudica alguém para tirar
proveito próprio, achando que é mais esperto. Se recebe dinheiro a mais no
troco e fica com ele. Se acredita que, para tudo na vida, sempre existe um
jeitinho.
Então, antes de condenar os
políticos corruptos, talvez seja hora de olhar para as próprias atitudes. A
corrupção não nasce apenas nos gabinetes, nos parlamentos ou nos palácios do poder.
Ela também se manifesta nas
pequenas desonestidades do cotidiano, na falta de respeito, na esperteza
disfarçada de inteligência e na ideia de que tudo é permitido quando existe
alguma vantagem pessoal.
O político corrupto não é uma
espécie diferente de cidadão. Muitas vezes, é apenas alguém que levou para o
poder os mesmos valores que já praticava longe dele.
Afinal, não podemos exigir
honestidade dos governantes enquanto justificamos nossa própria desonestidade.
A corrupção que tanto condenamos na política também pode estar presente nas
atitudes que praticamos todos os dias.









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