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domingo, outubro 25, 2026

D. B. Cooper: o homem que desapareceu após saltar de um avião


 

D. B. Cooper: o homem que saltou de um avião com um paraquedas e desapareceu para sempre. Um bilhete, uma suposta bomba, US$ 200 mil em dinheiro e um salto na escuridão.

Em 1971, um homem desafiou a segurança da aviação americana e desapareceu sem deixar um rastro definitivo. Quem era D. B. Cooper – e como conseguiu escapar?

Na tarde de 24 de novembro de 1971, um homem bem-vestido, de terno escuro, gravata preta e aparência discreta, comprou uma passagem de ida para Seattle, nos Estados Unidos. Apresentou-se como Dan Cooper e embarcou no voo 305 da companhia Northwest Orient Airlines, que partira de Portland, no estado do Oregon.

Nada indicava que aquela viagem se transformaria em um dos maiores mistérios criminais da história americana. Pouco depois da decolagem, Cooper entregou um bilhete a uma comissária de bordo.

A mensagem afirmava que ele carregava uma bomba. Em seguida, mostrou o que parecia um artefato explosivo, com fios e objetos avermelhados, e apresentou suas exigências: quatro paraquedas e US$ 200 mil em notas de 20 dólares.

A ameaça foi levada a sério. O avião seguiu para Seattle, onde as autoridades atenderam às exigências. Cooper recebeu o dinheiro e os paraquedas e permitiu que os 36 passageiros desembarcassem. Entretanto, manteve parte da tripulação a bordo. O pesadelo estava apenas começando.

O salto que entrou para a história

Cooper ordenou que o avião decolasse novamente, desta vez com destino ao México, seguindo instruções específicas de voo. Mas ele não pretendia chegar ao destino anunciado.

Pouco depois das 20 horas, enquanto a aeronave sobrevoava a região entre Seattle e Reno, no estado de Nevada, o homem abriu a rampa traseira do Boeing 727 e saltou no escuro, levando consigo o dinheiro do resgate e um paraquedas.

À noite, o mau tempo e a imensidão da região dificultavam qualquer tentativa de localizar o fugitivo. A tripulação conseguiu pousar em segurança, mas Cooper havia desaparecido.

Não houve uma perseguição cinematográfica, uma troca de tiros ou uma fuga por estradas. Houve apenas um homem que saltou de um avião em movimento e deixou para trás uma pergunta que atravessaria décadas: ele sobreviveu? Como ele conseguiu desaparecer?

A resposta permanece desconhecida. Entretanto, algumas circunstâncias ajudam a explicar por que as autoridades nunca conseguiram solucionar definitivamente o caso.

A escuridão favoreceu o desaparecimento: O salto aconteceu à noite, sobre uma região extensa, arborizada e de difícil acesso. Sem saber exatamente onde Cooper havia aterrissado, as equipes de busca enfrentavam uma tarefa extremamente complicada.

A fuga envolvia riscos enormes: Cooper saltou de uma aeronave em voo, sob condições climáticas desfavoráveis, usando roupas e calçados pouco adequados para uma aterrissagem em terreno acidentado.

O paraquedas utilizado não permitia direcionar o pouso com facilidade. É possível que ele tenha morrido durante a queda, embora isso nunca tenha sido comprovado.

Havia poucas pistas conclusivas: O FBI investigou centenas de suspeitos, entrevistou testemunhas e examinou evidências. Mesmo assim, nenhuma investigação conseguiu demonstrar, de maneira definitiva, quem era o sequestrador ou qual foi seu destino.

O próprio desaparecimento alimentou o mistério: sem um corpo identificado, sem uma prisão e sem uma explicação comprovada, inúmeras teorias surgiram. Alguns acreditam que Cooper sobreviveu e conseguiu reconstruir a vida com outra identidade. Outros consideram mais provável que tenha morrido durante o salto. Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada.

O dinheiro encontrado anos depois

Em 1980, quase nove anos após o sequestro, um menino encontrou aproximadamente US$ 5.800 em notas deterioradas às margens do rio Columbia, perto de Tina Bar, no estado de Washington. Os números de série correspondiam às notas entregues a Cooper.

A descoberta reacendeu as investigações, mas também criou novas perguntas. Como aquele dinheiro foi parar ali? Cooper chegou à região? As notas foram levadas pela água? O restante do resgate também teria sido perdido? Até hoje, o achado não foi suficiente para esclarecer o destino do fugitivo.

D. B. Cooper: o nome de um homem que talvez nunca tenha existido

Curiosamente, o sequestrador comprou a passagem usando o nome Dan Cooper. A designação “D. B. Cooper”, pela qual ficou mundialmente conhecido, surgiu de uma confusão divulgada pela imprensa.

Em 2016, após 45 anos de investigação, o FBI anunciou que redirecionaria os recursos destinados ao caso para outras prioridades. Isso não significou que o mistério tivesse sido resolvido, mas que a investigação ativa deixaria de receber os mesmos recursos.

O caso permanece aberto à possibilidade de novas evidências físicas relevantes, embora não seja mais investigado ativamente pelo FBI.

O homem que desapareceu – e se transformou em lenda

D. B. Cooper não foi apenas um sequestrador que conseguiu escapar. Ele se tornou um símbolo das falhas de segurança de uma época, quando viajar de avião era muito diferente do que conhecemos hoje.

Seu feito, porém, não deve ser confundido com uma fuga perfeita: ele colocou vidas em risco, cometeu um crime grave e pode ter pago com a própria vida pela ousadia.

Talvez Cooper tenha sobrevivido e levado seu segredo para o túmulo. Talvez tenha morrido naquela noite, perdido em uma região selvagem. Ou talvez algum detalhe ainda desconhecido possa, um dia, esclarecer o que aconteceu.

Mais de meio século depois, a pergunta continua suspensa no ar, como o próprio paraquedas naquela noite de novembro: quem era D. B. Cooper – e o que realmente aconteceu depois daquele salto?

O dinheiro desapareceu quase por completo. O homem nunca foi identificado com certeza. E o mistério permanece.

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