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segunda-feira, novembro 11, 2024

Decisão



Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre quem você é. 

Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. 

Todos os eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui.

Neale Donald Walsch

Tomada de decisão é um processo cognitivo que resulta na seleção de uma opção entre várias alternativas. É amplamente utilizada para incluir preferência, inferência, classificação e julgamento, quer consciente ou inconsciente. 

Existem duas principais teorias de tomada de decisão - teorias racionais e teorias não racionais - variando entre si num sem número de dimensões.

Teorias racionais são por excelência normativas, baseadas em conceitos de maximização e otimização, vendo o decisor como um ser de capacidades omniscientes e de consistência interna. 

Teorias não racionais, são por excelência descritivas, e têm em consideração as capacidades limitantes da mente humana em termos de conhecimento, memória e tempo. Utilizam heurísticas como procedimento cognitivo, fornecendo uma estrutura mais realística dos processos de tomada de decisão. 

domingo, novembro 10, 2024

Gadamés – Líbia


 

Gadamés é um oásis na zona ocidental da Líbia. Está situado aproximadamente 550 quilômetros a sudoeste de Tripoli, perto das fronteiras com a Argélia e a Tunísia.

O oásis tem cerca de 7 mil habitantes, berberes e alguns tuaregues. A parte antiga da cidade, rodeada por uma muralha, é patrimônio mundial da UNESCO.

Cada um dos sete clãs que habitavam na antiga cidade tinha o seu bairro, e cada bairro tinha uma zona pública onde tinham lugar as festas.

Na década de 1970, o governo construiu novas habitações fora da zona antiga da cidade. No entanto, muitos habitantes regressam à zona antiga da cidade durante o verão, pois a arquitetura tradicional fornece melhor proteção contra o calor.

Os primeiros registos de Gadamés datam do período romano, durante o qual a cidade teve por vezes tropas. Durante o século VI, viveu aqui um bispo após a conversão da população ao Cristianismo pelos bizantinos.

Durante o século VII, Gadamés foi governada pelos árabes mulçumanos. A população rapidamente se converteu ao Islão. Gadamés teve um papel importante como base do comércio transaariano até ao século XIX.

Naufrágio do Titanic



O RMS Titanic entrou para a história como um dos navios mais emblemáticos de todos os tempos. Mais de um século após sua trágica viagem inaugural, continua a inspirar obras de ficção e não ficção, além de ser lembrado em monumentos, museus e memoriais espalhados pelo mundo.

Seu legado transcende o desastre em si: tornou-se um símbolo duradouro da ambição humana, da fragilidade diante da natureza e das profundas desigualdades sociais da época.

Logo após o naufrágio, a comoção pública foi imediata. Cartões postais memoriais foram vendidos aos milhares, assim como diversos objetos de lembrança — de utensílios domésticos a ursos de pelúcia vestidos de luto.

Sobreviventes registraram suas experiências em relatos marcantes, mas foi apenas em 1955 que surgiu a primeira obra amplamente reconhecida pela precisão histórica: A Night to Remember, de Walter Lord. O livro ajudou a consolidar uma narrativa mais fiel dos acontecimentos, influenciando gerações posteriores.

Entre os mitos mais persistentes está a ideia de que o Titanic era “inafundável”. Embora amplamente difundida, essa noção ganhou força apenas após o desastre.

O sociólogo britânico Richard Howells argumenta que esse mito foi, em grande parte, uma construção da cultura popular, criada para atribuir um significado moral à tragédia. A narrativa de um navio supostamente perfeito derrotado pela natureza atende a um imaginário quase mítico, evocando paralelos com antigas histórias de orgulho e queda.

Na prática, a companhia White Star Line jamais declarou oficialmente que o navio era inafundável. A forma como o desastre foi inicialmente noticiado também contribuiu para a construção de mistérios.

Imagens do navio irmão, o RMS Olympic, foram utilizadas pela imprensa, já que havia poucas fotografias disponíveis do Titanic. Isso abriu espaço para especulações e teorias conspiratórias.

Segundo Simon McCallum, esse vazio visual permitiu que cineastas e escritores projetassem suas próprias interpretações sobre o ocorrido. O impacto cultural foi imediato. Apenas 29 dias após o naufrágio, estreava o filme Saved from the Titanic, protagonizado pela atriz e sobrevivente Dorothy Gibson.

Décadas depois, o longa A Night to Remember (1958) se destacou pelo rigor histórico. Já em 1997, James Cameron levou aos cinemas Titanic, que se tornou um fenômeno global, conquistando onze Oscars e alcançando, à época, a maior bilheteria da história.

A memória das vítimas é preservada em diversos locais, especialmente em cidades diretamente afetadas, como Southampton, Belfast e Liverpool, no Reino Unido, além de Nova Iorque e Washington D.C., nos Estados Unidos, e Cobh, na Irlanda. Em Titanic Belfast, inaugurado em 2012, visitantes podem explorar a história do navio no mesmo local onde foi construído.

O impacto e os danos

Na noite de 14 para 15 de abril de 1912, após colidir com um iceberg, o Titanic começou a revelar sinais silenciosos de sua condenação. O capitão Edward Smith e o projetista Thomas Andrews inspecionaram os conveses inferiores e encontraram diversos compartimentos já inundados.

A água invadia o navio a uma velocidade alarmante — cerca de sete toneladas por segundo — superando em muito a capacidade das bombas. Em menos de uma hora, milhares de toneladas de água já haviam comprometido a estrutura da embarcação.

Andrews rapidamente concluiu que o navio não poderia ser salvo. O impacto não abriu um grande rasgo visível, mas provocou uma série de pequenas fissuras ao longo do casco, suficientes para selar seu destino. A fragilidade de alguns rebites, especialmente sob temperaturas extremas, contribuiu para a propagação dos danos.

Curiosamente, acima da linha d’água, o choque foi quase imperceptível. Muitos passageiros sentiram apenas uma leve vibração. Essa aparente normalidade inicial ajudou a retardar a percepção do perigo.

As primeiras reações

Por volta da meia-noite, ordens começaram a ser dadas para preparar os botes salva-vidas. Os operadores de rádio, Jack Phillips e Harold Bride, enviaram pedidos de socorro, inicialmente com coordenadas imprecisas. A evacuação começou hesitante: muitos passageiros não acreditavam que o navio estivesse realmente em perigo.

A organização refletia as divisões sociais da época. Passageiros da primeira classe recebiam assistência mais cuidadosa, enquanto os da terceira classe enfrentavam dificuldades maiores para alcançar o convés, seja pela distância, pela desorientação nos corredores ou por barreiras físicas.

O drama dos botes salva-vidas

A evacuação foi marcada por desorganização e interpretações divergentes das ordens. O segundo oficial Charles Lightoller adotou a regra “mulheres e crianças primeiro”, enquanto o primeiro oficial William McMaster Murdoch permitia que homens embarcassem caso não houvesse mais mulheres por perto. Como resultado, vários botes foram lançados com capacidade muito abaixo do máximo.

O primeiro bote, lançado por volta das 0h45, levava apenas 28 pessoas, apesar de comportar muito mais. A relutância inicial dos passageiros, somada à falta de treinamento adequado da tripulação, agravou a situação. Não havia ocorrido nenhum exercício de evacuação durante a viagem.

Enquanto isso, nos convés inferiores, engenheiros e trabalhadores lutavam para manter os sistemas funcionando. O engenheiro-chefe Joseph Bell e sua equipe permaneceram em seus postos até o fim, garantindo energia elétrica e iluminação — um esforço silencioso que salvou inúmeras vidas ao permitir a continuidade das operações de resgate.

À medida que o tempo passava, o pânico se intensificava. Sinalizadores eram disparados, mensagens de socorro eram enviadas e navios próximos tentavam responder. O mais próximo a conseguir chegar foi o RMS Carpathia, ainda a dezenas de quilômetros de distância.

Por volta das 2h05, os últimos botes foram lançados. A inclinação do navio era acentuada, e a água já alcançava o convés superior. Em seus momentos finais, o capitão Smith liberou a tripulação de suas funções, pronunciando palavras que ecoariam na história: cada homem deveria agora lutar por si.

Um legado que permanece

O desastre do Titanic não é lembrado apenas pelo número de vítimas, mas pelo conjunto de histórias humanas que emergiram daquela noite: coragem, sacrifício, desespero e solidariedade. O centenário, em 2012, reacendeu o interesse global com exposições, documentários e viagens ao local do naufrágio.

Mais do que um evento histórico, o Titanic permanece como um espelho da condição humana — lembrando-nos de que, mesmo diante dos principais avanços tecnológicos, ainda somos vulneráveis às forças imprevisíveis do mundo.


sábado, novembro 09, 2024

A Miséria Lucrativa...



Em Israel chove menos que no sertão nordestino. Mesmo assim, o país driblou a estiagem e se tornou um grande produtor agrícola. Do chão seco tirou limão, do limão, fez uma limonada.

Já no Brasil, somos férteis em assistencialismo a conta gotas! Toda seca, um bocadinho de água e um montão de dinheiro enviado para não resolver NADA!

A famigerada indústria da seca diz que o povo tem que depender, tem que se humilhar, tem que pagar a "boa ação" do político com fidelidade, com votos! É o velho-novo cabresto que impede as mudanças e atrofia o Nordeste.

Não iludam o nordestino! Um povo não pode viver de esmolas. Água só não basta! Tem que ter irrigação tem que ter tecnologia, para o sertanejo não depender dos coronéis da terra, nem dos santos do céu.  (Rachel Sheherazade)

 “... Já no Brasil, somos férteis em assistencialismo a conta gotas!" Sem jamais esquecermos que, essas “contas gotas" se transformam em verdadeiras cachoeiras de votos em dia de votação!

Votos que caem nas urnas para logo depois serem convertidos em novos milhões nas contas pessoais dos velhos e novos "coronéis" dessa terra! Bolsas isso e aquilo fazendo com que as pessoas não queiram mais trabalhar, está faltando agricultor, domesticas, serventes e etc.

O Monte Rainier



 

O Monte Rainier é um estratovulcão e, a montanha mais alta do estado norte-americano de Washington. Faz parte da Cordilheira das Cascatas.

Sua altitude é de 4 392 m, e em dias de tempo claro seu pico permanentemente nevado pode ser facilmente avistado de Seattle e outras cidades da região.

A sua grande proeminência (4 026 m) torna-o na 21.ª montanha mais proeminente do mundo.

Seu nome é uma homenagem a um almirante britânico, Peter Rainier. Toda a montanha, assim como as zonas circundantes, está integrada num parque nacional, o "Mount Rainier National Park", de excecional beleza natural, com florestas virgens, cataratas, prados alpinos, e outras atrações.

Por tratar-se de um estratovulcão, acredita-se que seja apenas uma questão de tempo até que uma erupção catastrófica ocorra. Graças às enormes geleiras presentes nas encostas da montanha, o risco que uma erupção de grande porte se torna significativamente maior, porque o calor dos materiais vulcânicos recém-expelidos as derreteria, causando lahares, ou seja, enormes deslizes de gelo, água e terra.

Nessa situação, milhares de pessoas poderiam perecer, já que ao contrário do Monte Santa Helena, o Rainier encontra-se relativamente próximo a áreas povoadas.

Apesar disso, os habitantes da região em geral sentem um grande afeto pela montanha, e ela figura na placa de todos os automóveis registrados no estado de Washington.

sexta-feira, novembro 08, 2024

Os Sumérios Mediram o Tempo


 

Já se perguntou porque 1 hora dividimos em 60 minutos e cada minuto em 60 segundos ou porque temos 12 meses e não 13 ou 11?

Há cerca de 5.000 anos, os Sumérios, que viviam na antiga Mesopotâmia (atual Iraque), revolucionaram a forma como percebemos e medimos o tempo.

Os matemáticos da Mesopotâmia Antiga utilizaram um sistema de numeração baseado no número 60 conhecido como sistema sexagesimal e posicional, provavelmente inspirado nas computações feitas para construir seus "primitivos" calendários lunares: 12 meses de 30 dias solares.

Este sistema único levou a dividir posteriormente uma hora em 60 minutos e um minuto em 60 segundos, conceitos que ainda são utilizados hoje.

A necessidade dos Sumérios de disporem de uma cronometragem preciso foi impulsionada pela sua sociedade agrícola. Calendários precisos eram essenciais para plantar e colher culturas.

Eles também precisavam de coordenar suas complexas cerimônias religiosas e atividades administrativas. Para ajudar a medir o tempo, os Sumérios fizeram importantes avanços na astronomia.

Eles observaram os movimentos dos corpos celestes e usaram esse conhecimento para criar um calendário lunar de 12 meses.

Os Sumérios dividiram o ano em doze ciclos lunares, embora este tempo não coincidisse com o ano solar (que era mais longo), então eles adicionavam um dia a cada quatro anos para compensar (o que é agora o ano bissexto).

Mais tarde, os babilônios fracionaram o dia em 24 horas e a hora em 60 minutos, que se alinhava estreitamente com as estações agrícolas.

Estas divisões não eram arbitrárias, mas foram projetadas para serem práticas e facilmente divisíveis, refletindo a compreensão avançada da matemática suméria.

Esta abordagem inovadora do tempo teve um impacto profundo em civilizações posteriores, incluindo os babilônios, gregos e romanos, que adotaram e desenvolveram ainda mais o sistema sumério.

O legado do sistema de cronometragem Sumérios é evidente nos nossos relógios e calendários modernos, demonstrando a influência duradoura da sua engenhoca na nossa vida diária. (Contato Imediato)

Com o passar do tempo...


 

Com o passar do tempo, você inevitavelmente muda. Suas percepções sobre a vida se transformam à medida que os anos passam, e você começa a enxergar tudo de forma diferente.

O tempo é um mestre silencioso, que te ensina lições profundas, como a sabedoria de não discutir por coisas insignificantes e de não desperdiçar sua energia com a raiva.

Aos poucos, você aprende a silenciar nas conversas que não têm profundidade, a manter seus conselhos guardados para quem realmente está disposto a ouvi-los e valorizá-los.

Com a maturidade, você descobre que o amor e as conexões verdadeiras não são complicados. Se alguém realmente te ama, essa pessoa permanece em sua vida. Se você é ignorado ou desvalorizado, o melhor a fazer é partir.

Aquilo que te incomoda, aos poucos, você simplesmente aprende a deixar ir. E com isso, o foco muda: o importante deixa de ser a quantidade de pessoas ao seu redor, e passa a ser a qualidade das relações que você constrói.

No final das contas, o círculo pode se reduzir, mas as pessoas que ficam são as melhores - e a elas, você ama ainda mais.

Os anos também te ensinam que a vida é feita de ciclos. Às vezes, você vai se quebrar, e em outras, vai estar em alta. Há momentos de vitória, e outros de aprendizado.

E você entende que amar e deixar ir são partes naturais desse ciclo. O tempo, com todas as suas lições, é um professor constante, e ao olhar para trás, você se dá conta de que, apesar das dificuldades, é grato por tudo o que aprendeu. (Grand Père)

quinta-feira, novembro 07, 2024

Como sou



"Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu! Adoro a minha comida. Tenho celulite, estou fora do "peso ideal".

Tenho cicatrizes porque tenho uma história longa. Algumas pessoas me amam..., outras gostam de mim, outras simplesmente não me conhecem bem!

E, se não gostam de mim, não me importa, não tenho culpa! Sobrevivo, sou forte! Fiz coisas boas e menos boas...

Saio sem maquiagem, perfume e, às vezes, nem arrumo os cabelos. Não pretendo ser alguém que não sou. Eu sou quem sou, podes amar-me ou não.

E se te amo, faço com todo meu coração. Não puxo o tapete de ninguém e sei que todos tem seu lugar no mundo.

Às vezes estou feliz, às vezes não, mas sei que tudo tem o tempo da luz e das trevas. Sei que o sol não faz distinção, pois nasce para todos. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas já melhorei bastante.

Já não sou quem eu era. Ainda acredito num mundo melhor. Não me desculpo por ser assim! Tenho muito orgulho de mim!

Eu não tento ser uma pessoa que não sou, e melhoro a minha versão a cada dia

A/D

Calau


 

Calau é o nome genérico atribuído a um grupo de aves da ordem Bucerotiformes, também conhecidos como bicos-de-corno ou bico-de-serra. O grupo contém cerca de 50 espécies, classificadas em 9 gêneros, que ocorrem na África a sul do Sahara, regiões tropicais da Ásia, Filipinas e Ilhas Salomão.

A característica principal do grupo é a presença de um bico pronunciado, em forma de corno, geralmente muito colorido e por vezes ornamentado. Esta característica confere o nome ao grupo (buceros significa corno em Grego).

Os calaus são aves de médio a grande porte. O pescoço é moderadamente longo e as patas curtas e robustas, com dedos curtos e sindáctilos. A plumagem é monótona, em geral em tons de preto, branco, cinzento e/ou castanho.

A zona da cara e garganta é desprovida de penas e colorida na maioria das espécies. Por contraste à plumagem, o bico pode ser muito colorido, muitas vezes vermelho, amarelo ou laranja. Os calaus são aves omnívoras que se alimentam de frutos, mas também de insetos e outros pequenos invertebrados.

Os ninhos são feitos em cavidades ocas de árvores. A fêmea põe entre 1 a 6 ovos e durante o período de incubação (20-40 dias) e alimentação dos juvenis, a fêmea é selada dentro do ninho por uma parede construída de lama e polpa de frutos.

O único contato com mundo exterior é feito através de uma pequena abertura, pela qual é alimentada pelo macho. Quando juvenis e fêmea se tornam grandes demais para o ninho, a fêmea quebra a parede e sai. A partir de então, os juvenis recebem os cuidados parentais de ambos os progenitores. A excepção a este comportamento são os calaus do género Bucorvus.

A maioria das espécies de calau asiáticas habita zonas de floresta densa. As espécies africanas preferem zonas de savana e de vegetação esparsa.

Tradicionalmente, as famílias de calaus eram integradas na ordem Coraciiformes; no entanto na taxonomia de Sibley-Ahlquist foram elevados a uma ordem própria, Bucerotiformes.

Atualmente o Congresso Ornitológico Internacional agrupa tanto as poupas e os calaus nos Bucerotiformes.

quarta-feira, novembro 06, 2024

O Tomate



O Tomate - Da “Maçã Venenosa” ao Símbolo da Culinária Mundial

No final do século XVIII, uma grande parcela dos europeus temia o tomate. Durante muito tempo, ele foi visto com desconfiança e até com medo. Um de seus apelidos mais curiosos era “maçã venenosa”, pois acreditava-se que aristocratas adoeciam - e por vezes morriam - após consumi-lo.

Entretanto, a verdadeira causa dessas mortes não estava no tomate, mas nos utensílios utilizados na época. Muitos europeus ricos comiam em pratos feitos de estanho ou ligas metálicas que continham alto teor de chumbo.

Como o tomate possui elevada acidez, quando colocado nesses recipientes ele reagia quimicamente com o metal, liberando pequenas quantidades de chumbo na comida. A ingestão frequente desse metal pesado provocava envenenamento, que podia ser fatal.

Naquele período, porém, ninguém conseguiu estabelecer a ligação entre o material dos pratos e o envenenamento. Assim, o tomate - o elemento mais “estranho” da refeição - acabou sendo apontado como o culpado.

Mas a má reputação do tomate tinha raízes ainda mais antigas. Quando chegou à Europa, após as viagens de exploração às Américas no século XVI, ele foi associado à família das Solanáceas, que inclui plantas potencialmente tóxicas como a beladona. Essa associação gerou medo entre médicos, botânicos e a população em geral.

Um dos primeiros registros europeus sobre o tomate foi feito pelo médico e botânico italiano Pietro Andrea Mattioli, no século XVI. Ele descreveu a planta como uma espécie relacionada à beladona e à mandrágora, classificando o fruto - então chamado de “maçã dourada” - dentro de um grupo de plantas com propriedades medicinais e, muitas vezes, perigosas.

A mandrágora, por exemplo, possuía fama mística desde a Antiguidade e aparece até na Bíblia, no livro de Gênesis, associada a poções do amor e a rituais de fertilidade.

Essa associação com plantas mágicas e potencialmente venenosas reforçou a imagem do tomate como algo suspeito. Frutos semelhantes dentro da mesma família botânica - como a berinjela - também enfrentaram desconfiança por muito tempo. Assim, o tomate passou a ser visto não apenas como possível veneno, mas também como um alimento exótico, ligado à tentação e ao perigo.

Durante os séculos XVII e XVIII, o tomate era cultivado principalmente como planta ornamental em jardins europeus. Muitas pessoas admiravam suas cores vibrantes, mas evitavam comê-lo.

Na Inglaterra e em partes da América do Norte, essa desconfiança persistiu por muito tempo. Historiadores da alimentação, como Andrew F. Smith em seu livro The Tomato in America: Early History, Culture, and Cookery, mostram que o tomate demorou séculos para ser plenamente aceito como alimento.

A situação começou a mudar gradualmente no século XIX. A popularização de pratos italianos ajudou a transformar a imagem do fruto. Um marco simbólico desse processo foi o surgimento da pizza moderna em Nápoles, por volta da segunda metade do século XIX, quando o tomate passou a ser utilizado amplamente em molhos e receitas tradicionais.

A partir daí, sua reputação mudou radicalmente. O que antes era temido tornou-se um dos ingredientes mais apreciados do mundo. Hoje, o tomate é base de inúmeras culinárias - da mediterrânea à latino-americana - e está presente em molhos, saladas, sopas e incontáveis preparações.

Assim, a história do tomate revela algo curioso sobre a relação entre ciência, cultura e alimentação: um alimento pode passar séculos sendo temido ou incompreendido até que o conhecimento científico e as práticas culinárias revelem sua verdadeira natureza. O antigo “fruto venenoso” acabou se transformando em um dos pilares da gastronomia mundial.

Meidum


 

Meidum é um complexo funerário no Egito situado a cerca de oitenta quilómetros ao sul de Menfis, na margem ocidental do Nilo, junto à região do Faium. É composto por um conjunto de mastabas e uma pirâmide.

Habitualmente considera-se que a pirâmide de Meidum começou a ser construída no tempo do rei Huni, último rei da III dinastia, tendo sido terminada por Seneferu, primeiro rei da IV dinastia.

Contudo, alguns investigadores atribuem a construção de toda a pirâmide ao rei Seneferu. No local não existem inscrições que indiquem quem teria ordenado a construção; alguns grafitos perto das ruínas mostram que os antigos Egípcios atribuíram a pirâmide a Seneferu.

Esta pirâmide é vista como intermediaria entre a pirâmide escalonada (ou em "degraus") de Dioser e as pirâmides perfeitas do tempo da IV dinastia, cujos exemplos mais representativos são as pirâmides do planalto de Guiza (Gizé).

Foi inicialmente concebida como uma pirâmide de sete degraus, tendo posteriormente sido acrescentado mais um. Além disso, acrescentou-se nas paredes exteriores da pirâmide um revestimento de calcário, que a transformou numa pirâmide perfeita.

O revestimento acabou por se desmoronar, dando à pirâmide o seu aspecto atual de torre quadrangular sobre uma colina de rocha. Exatamente quando ocorreu este desabamento é motivo de disputa entre os pesquisadores; para alguns terá sido no tempo de Seneferu, enquanto que para outros foi muito mais tarde, na época do Império Novo.

A entrada da pirâmide situa-se no lado norte, a 18,5 metros de altura. Um corredor inclinado conduz à câmara funerária, onde não foi encontrado um sarcófago. Por esta razão acredita-se que a pirâmide não foi utilizada como túmulo por um rei.

Uma pirâmide satélite (de dimensões pequenas) existia no local, tendo os seus vestígios sido encontrados na parte sul. Na parte leste existia uma capela funerária. Uma muralha rodeava o complexo.

Uma calçada ligada a pirâmide ao templo do vale, situado junto ao rio Nilo, onde se preparava o corpo do rei para o funeral. Estes elementos aparecem pela primeira vez em Meidum e serão os elementos "clássicos" presentes nas pirâmides construídas posteriormente.


terça-feira, novembro 05, 2024

O Monte Gerizim


 

O Monte Gerizim é uma das mais altas montanhas da Cisjordânia, elevando-se a 881 metros acima do nível do mar. Situa-se na parte norte da Cisjordânia, ao sul do monte Ebal, do qual é separado por um vale estreito.

Na saída ocidental deste vale, está a cidade bíblica de Siquém, atualmente Nablus. O monte Ebal chama-se atualmente Jebel et-Tor e é uma montanha parcialmente estéril. Duas aldeias estão situadas no cume do monte, Kiryat Luza (samaritana) e Har Bracha (judaica).

Os montes Gerizim e Ebal não possuíam qualquer tipo de vegetação. O governo britânico, em 1920, reflorestou o norte do monte Gerizim.

Na Bíblia

Moisés mandou que após os israelitas atravessarem o rio Jordão, deveriam ir aos montes Ebal e Gerizim e que as tribos de Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim permanecessem nas encostas do Monte Gerizim, pronunciando as bênçãos para aqueles que guardassem a lei de Deus.

Depois que os israelitas invadiram Canaã, cumpriram esta ordem de Moisés. O monte Gerizim era considerado sagrado pelos samaritanos. Quando os judeus regressaram do exílio, os samaritanos construíram ali um templo.

Segundo o historiador Flávio Josefo este templo foi construído no tempo de Alexandre, o Grande. Terá sido erigido por Sambalate para o seu genro Manassés, que fora expulso do sacerdócio pelo seu irmão Jadua, sumo-sacerdote em Jerusalém.

Possivelmente a afirmação de Josefo pode estar errada em relação ao tempo, dizendo que os dois homens mencionados e que viveram nos dias de Neemias foram contemporâneos de Alexandre, o Grande sendo que este viveu cem anos depois, ou se presume que exista uma coincidência de nomes e ocupações.

João Hircano I ou Simeão, o Justo destruiu este templo no ano de 128 a.C, mas os samaritanos continuaram a utilizar este monte como local de sacrifício e adoração e ainda o usam até hoje em dia. Este culto foi mencionado pela mulher samaritana na conversa com Jesus junto ao poço de Jacó.

Arqueologia

Escavações realizadas no local do tradicional templo samaritano, pela equipe do arqueólogo M. A. Schneider, só encontraram os alicerces de uma igreja local cristã, construída pelo imperador Zanão, em 485 e uma fortificação à sua volta, construída no século VI por Justiniano I.

Uma outra expedição americana, conduzidas por R. J. Bull, entre 1964 e 1968, descobriu também uma grande plataforma de pedras não talhadas, construída no período helenístico, em Tell er-Râs, mais ao norte.

Esta estrutura foi considerada como a fundação do templo samaritano. Por cima desta plataforma encontrou-se o que restou de um templo romano dedicado a Zeus Hipsisto, construído pelo imperador Adriano, no século II.

Um conjunto de portas de bronze que se diz ter pertencido ao templo de Jerusalém foi utilizado nesta estrutura romana, de acordo com fontes antigas.

Uma escada com mais de 1500 degraus de mármore ia desde o vale até ao templo. O templo, assim como as escadas, aparece em moedas desse tempo.

Murphy, A Águia

 

Uma águia, num zoológico do Missouri, que resolveu chocar uma pedra. Ela fez um ninho, sentou-se em cima de uma pedra e ficou meses cuidando dela.

Foi quando os funcionários receberam um bebê águia órfão (a mãe acabava de morrer) e substituíram a pedra pelo filhote órfão.

Assim foi que a águia virou pai.

Pai porque para cúmulo da história Murphy é um macho, que tem pelo menos 31 anos, idade na qual, além do mais, a maior parte de sua espécie já morreu.

Pai (ou mãe) é quem choca, cuida e cria! Todo ser vivo leva consigo o instinto de família.

Somente alguns “humanos” atualmente estão idealizando pôr fim ao sentimento de família, podem até conseguirem que alguns sigam essa loucura, mas a maioria, jamais!

É por isso que eu sempre digo que o ser humano tem muito que aprender com os animais.