"A
fonte da infelicidade humana é a ignorância da Natureza. A pertinácia com que o
homem se agarra a opiniões cegas, absorvidas na infância e entrelaçadas à sua
existência, gera preconceitos que deformam a mente, impedem seu desenvolvimento
e o transformam em escravo da ficção - condenando-o a um erro contínuo. "Barão
d’Holbach”.
Paul-Henri
Thiry, Barão d’Holbach, um dos mais radicais pensadores do Iluminismo francês,
afirmava em sua obra-prima Sistema da Natureza (1770):
Para
d’Holbach, o ser humano nasce livre das ilusões, mas a educação religiosa e os
costumes sociais o prendem a superstições que o afastam da realidade material.
Ele via
na ignorância das leis naturais a raiz de todos os males: medo, fanatismo,
tirania e infelicidade. Essa crítica corajosa surgiu em pleno século XVIII,
época em que a Igreja e as monarquias absolutas ainda controlavam o pensamento.
D’Holbach,
materialista e ateu declarado, transformou seu salão em Paris num centro de
encontro de intelectuais como Diderot, Rousseau e Hume. Seu livro, publicado
anonimamente, foi queimado publicamente e condenado - sinal do quanto suas
ideias ameaçavam o status quo.
Mais de
250 anos depois, a reflexão permanece atual: quantas angústias modernas não
nascem ainda de preconceitos herdados, dogmas não questionados e recusa em
compreender o mundo como ele realmente é?
Conhecer a Natureza - através da ciência, da razão e da observação - continua sendo o caminho mais seguro para a liberdade e a felicidade humana. O que você acha? A ignorância ainda é a maior fonte de infelicidade hoje?









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