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domingo, março 30, 2025

O Princípio do Vácuo


 

Você tem o costume de acumular objetos que, no momento, parecem inúteis, acreditando que um dia (sem saber quando) eles possam vir a ser úteis? Você junta dinheiro apenas para não o gastar, temendo que no futuro ele faça falta?

E o que dizer de roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros itens que não usa há tempos, mas insiste em guardar? E dentro de você? Será que também acumula mágoas, ressentimentos, raivas e medos?

Pare com isso. Esse apego, seja material ou emocional, é um obstáculo à prosperidade. É preciso criar espaço, um vazio, para que coisas novas cheguem à sua vida.

Eliminar o que não tem mais serventia - tanto fora quanto dentro de você - é o que abre as portas para a abundância. É a força desse vazio que atrai e absorve o que você deseja.

Enquanto estiver sobrecarregado, seja por coisas velhas ou por sentimentos ultrapassados, não haverá lugar para novas oportunidades. Os bens, assim como as emoções, precisam circular.

Limpe as gavetas, esvazie os armários, organize o quartinho dos fundos, arrume a garagem. Doe o que não usa mais. A atitude de guardar coisas inúteis vai além dos objetos: ela reflete um estado de espírito.

Quando você acumula, está, na verdade, considerando a possibilidade da falta, da escassez. É como se dissesse a si mesmo que amanhã pode não ter o suficiente e que você não será capaz de suprir suas necessidades.

Essa mentalidade envia duas mensagens poderosas ao seu cérebro e à vida: primeiro, que você não confia no futuro; segundo, que o novo e o melhor não são para você, já que se satisfaz com o que é velho e sem valor.

Desapegue-se do que perdeu a cor, o brilho ou a utilidade. Deixe o novo entrar, tanto na sua casa quanto no seu interior. As pessoas muitas vezes se sentem solitárias porque constroem paredes em vez de pontes, como bem disse Joseph Newton.

Paredes de coisas, de ressentimentos, de medos. Solidão não vem apenas da ausência de companhia, mas da falta de conexão - consigo mesmo e com os outros.

Há quem tema ser solidário, por receio de se expor, e há quem tema a solidariedade, por desconfiar das intenções alheias. No entanto, são as pontes - de generosidade, de abertura, de confiança - que nos ligam aos nossos semelhantes e nos permitem crescer.

Pense nisso: o que você guarda por medo pode estar impedindo você de receber por coragem. O ato de soltar, de liberar, é também um ato de fé - na vida, no futuro e em si mesmo."

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