segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ronaldo Caiado ataca Sindicatos que amam empregos, mas odeiam aqueles que os criam.


As máfias sindicais talvez sejam o maior problema do Brasil, e olha que a lista é gigantesca. Seu excessivo poder vem de leis obsoletas e absurdas e também uma mentalidade enraizada na população que acaba endeusando o estado e desconfiando da iniciativa privada. Só tem um detalhe: quem cria riqueza e empregos é a iniciativa privada. E a cultura sindicalista “ama” os empregos, mas odeia quem os cria.
O senador Ronaldo Caiado, em sua coluna da Folha neste sábado, tocou na ferida com coragem e de forma bem objetiva. Precisamos de mais políticos com essa visão e coragem, pois se não derrotarmos as máfias sindicais, o Brasil não tem jeito mesmo. Eis alguns trechos:
Contratar um empregado, em meio ao cipoal de regulações e leis protecionistas –e que protegem apenas um dos lados–, intimida o empregador, pelo custo adicional que lhe impõem impostos e benefícios legais. Um empregado, em regra, custa à empresa mais que o dobro do que efetivamente receberá. E não é só.
A CLT chega ao requinte de, no parágrafo 1º, do artigo 477, invalidar a homologação de um pedido de demissão, ainda que as partes estejam de pleno acordo, se não houver a anuência do sindicato, investido sempre de autoridade arbitral absoluta.
[…]
E foi essa cultura esquerdista/sindicalista que consagrou entre nós um paradoxo: ama-se o emprego, mas odeia-se –e criminaliza-se– quem os cria, o empresário.
Há no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho, nada menos que 11.257 sindicatos de trabalhadores, além de federações, confederações e centrais, todos sustentados pelo imposto sindical, pago inclusive pelos não sindicalizados.
O PT estimulou essa expansão, o que resultou em bizarrices tais como o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais (SP) –o sindicato dos sindicalistas–, sem falar em outro das Indústrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras (RJ).
Em 2016, os sindicatos receberam R$ 3,6 bilhões; só as centrais sindicais, de 2008 a 2015, R$ 1 bilhão. E com um detalhe: as centrais, em face da lei 11.648, sancionada por Lula, não precisam prestar contas ao TCU do que fazem com esse dinheiro. Lula vetou exatamente o artigo da prestação de contas.
Ou enfrentamos essa corja encastelada nos sindicatos, ou continuaremos ralando para enxugar gelo, já que nunca seremos competitivos como os demais países, com legislação trabalhista mais flexível. Quem ainda acredita nessa ladainha de que os poderosos sindicatos protegem nossos empregos, em vez de apenas suas próprias regalias?

Rodrigo Constantino
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