quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Escolas ocupadas, mentes vazias


1- Ainda existe vida inteligente no ar. Alunos do Curso de Farmácia (UFC) demonstraram que tem raciocínio e vontades próprias, saíram do piloto automático, deram um traço no bloco do "Maria vai com as outras", e disseram não a ocupação da faculdade. Aplausos também para um professor universitário pela iniciativa de romper com cadeados colocados na área de laboratórios da faculdade. Com intuito de promover desordem desavisados alunos fecharam a chave os laboratórios onde existem materiais e equipamentos que carecem de manutenção constante, cuidados diários.
2- A ignorância é apenas uma falta de explicação, de não ler o texto. Não há mais como empurrar para debaixo do tapete a crise econômica que foi tão bem maquiada nos governos anteriores. O orçamento não é infinito, o país abençoada que tinha dinheiro para tudo não passava de uma euforia lulopetista. Hoje sabe-se que conta não fecha. Para puxar mais dinheiro para a educação tem que tirar da aposentadoria, dos programas sociais. O lençol é curto, se esticar para cobrir a cabeça, descobre os pés. O que deve ser priorizado, saúde, educação, segurança subsídios para empresas?
3- Não é com linhas tortas que se defende a qualidade e o futuro da educação. Agressividade, o bater de frente de forma irracional ao invés do diálogo oral/ intelectual, vira uma cama de pregos. Desde que o mundo é mundo o direito existe para regular confrontos. É legitimo promover manifestações, assim como também é o direito de ir a escola estudar. Mais de 120 mil estudantes foram prejudicados com a ocupação de escolas. Quem vai pagar o pato? O quanto pior melhor não interessa mais nem para o Lula, que caiu na real, entregou os pontos, e espera que novas lideranças um dia tirem o PT do buraco.

Por Mauricio Silva

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