segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Aedes Aegypti


A escória do núcleo telenovelesco da Rede Globo é em tudo semelhante ao mosquito da dengue, que, enquanto suga nosso sangue, também nos injeta um analgésico, para não percebermos que estamos sendo iludidos, penetrados, malferidos e espoliados.
Essa quadrilha bolchevique global que já nos apresentou o simpático sem-terra Sassá Mutema, preparando nosso espírito para aceitarmos de bom grado as agressões e crimes do MST, agora se volta contra a família, a moral e os bons costumes brasileiros.
Podemos esperar mais velhas lésbicas se beijando, irmãos germanos e consanguíneos copulando e, se aceitos os argumentos de Jean Wyllys, também atos de pedofilia explícitos, com padres, coroinhas e bispos comunistas da CNBB. Tudo isso à tardinha, com mamãe na cozinha fazendo o jantar da família e as criancinhas brasileiras na sala, os olhinhos inocentes pregados na telinha luminosa da TV.

Nosso poder de reação, eu sei, é limitado, mas tínhamos ao menos que - a las cinco en punto de la tarde - demonstrar nossa indignação, invadindo as luxuosas casas de nossos doces dramaturgos, para cuspir em suas caras, vomitar em seus estofados, estrumar em seus tapetes e destruir suas coleções de cristais raros, obras de arte exclusivas, tapeçarias importadas, canutilhos, bandanas, bustiês, esvoaçantes xales e camisolas, boas multicoloridos, brilhos, miçangas e lantejoilas.
Era vingança pouca, eu também sei, mas os deixaríamos em lágrimas, pelo menos até o momento de receberem seus gigantescos contra-cheques da Rede Globo de Televisão outra vez.

Paulo Cauduro
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