quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Teori e o powerpoint


O ministro Teori Zavaski, relator no Supremo Tribunal Federal da Operação Lava Jato, não gostou da maneira como os procuradores da República em Curitiba apresentaram a denúncia contra Lula por crime de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá e do armazenamento dos “seus trastes” pago pela construtora OAS. Disse:
- Lá em Curitiba, se deu notícias sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder da organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa, mas o objeto da denúncia não foi nada disso. Essa espetacularização do episódio não é compatível nem com o objeto da denúncia nem com a seriedade que se exige na operação desses fatos.
Os procuradores não disseram que estão investigando Lula como líder de uma organização criminosa. Disseram que por todos os fatos recolhidos até agora, ele é o principal suspeito de ter liderado a organização  criminosa que saqueou a Petrobras, mas não só. Para explicar melhor, apresentaram um gráfico onde Lula aparece no centro de tudo.
A insatisfação de Teori com o desempenho mediático dos procuradores não o impediu de negar pedido da defesa de Lula para que os inquéritos contra ele fossem transferidos do juiz Sérgio Moro para o Supremo Tribunal Federal. Desde que não atrapalhe a Lava Jato, Teori, de quiser, pode continuar ralhando.
Por Ricardo Noblat
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